domingo, 27 de setembro de 2009
«I said I love you and I swear I still do»
para onde foi tudo? parece que já não nos conhecemos, parece que nos esquecemos de todas as nossas memórias. e uma prova disso, é que dantes essa palavra nunca era pronunciada mas agora é só essa palavra que nos une, «memórias». para onde foi tudo o que passamos? para onde foi o «amo-te»? para onde foram as chamadas? para onde? é isso que eu questiono. como é possível uma amizade como esta estar no que está? parece que não, mas todos os dias me confronto com «o que é que aconteceu?» para estarmos assim. tantos textos me escreveste, senti-me com necessidade de “desentupir” o que sinto, mesmo que não leve a nada... ainda és das pessoas que eu mais amo neste mundo e no outro, dava tudo por ti, e dava tudo pela nossa amizade que agora está reduzida a nada (?), ou quase. não vou dizer o teu nome porque sei que quando leres isto vais perceber que é a ti que eu amo incondicionalmente, apesar de já o saberes de trás para a frente, sabes a minha vida toda simplesmente porque ainda confio em ti de olhos vendados, porque ainda és a minha vida e porque eu preciso de ti para me animares sempre que estou triste, e vice-versa. porque sabes bem que só contigo me mato a rir literalmente, só contigo é que as chamadas têm piada, só contigo é que estou realmente feliz, e quando não estás é de ti que mais sinto a falta. e já reparaste que em todas as frases (ou quase todas), a palavra “ainda” está lá? e não devia estar. devia estar só «eu (ainda) te amo» ou «(ainda) és das pessoas que mais amo», sem o «ainda», que é uma palavra tão pequena mas que resume tudo. e ainda me pergunto: para onde foi tudo? termino aqui, com apenas cinco palavras que dirão tudo, e tu mais que ninguém vais perceber, porque já as disse uma vez e esta vai ser a última, porque sei que não as vais esquecer. «não desistas da nossa amizade»
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
melhoramigo
sinto-me completa por alguns segundos, e totalmente vazia segundos depois, ser alguém, pouco depois não saber quem sou, espero sempre, espero uma mensagem, um telefonema, um carinho, um abraço, um beijo, uma presença... posso nem olhar para o relógio, mas conto cada segundo sem ti, e quando chegas nada mais importa... nenhum outro som é audível senão o das tuas palavras... nenhum outro sentimento chega perto de mim, senão o sentimento por ti, e mais nenhum outro sentimento importa, pois o que tenho no peito está a explodir, mesmo sem eu perceber... pois nada percebo, nem mesmo a explosão no meu peito, nem sei se é mesmo no peito que está o coração, porque às vezes o sinto no joelho, ou às vezes só o ouço bater sem o sentir...
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