quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

às vezes penso porque é que te amo, ou porque é que ainda te amo, e chego sempre à mesma conclusão: será que amo, ou será que odeio? ontem amei-te, hoje acho que te odeio. só pelo simples facto de que ouvir a tua voz faz toda a diferença. estava quase a esquecer que fazes parte do mesmo mundo que eu, ouvi-te e estragaste tudo. é incrível como ainda tens tanta influência em mim, quando faço alguma coisa, quando vejo alguma coisa, quando ouço alguma coisa, e acabo sempre a pensar: «se estivesse aqui comigo fazia isto ou aquilo». porque o que mais custa no fim de tudo é imaginar o que não conseguimos realizar, e hoje eu não penso muito nisso, penso mais porque é que tudo aconteceu, porque normalmente acho que tudo o que acontece tem uma razão própria de acontecer, mas neste caso não a consigo encontrar... e tu, onde estás? esqueceste-me de tal maneira que já nem o meu nome deves saber, e eu que pensava ser importante agora acredito que nunca o fui. e tantas vezes te disse «só gostava de me sentir importante» porque é verdade, sim, nunca me senti importante! se agora pudesse voltar atrás escolhia nunca ter falado contigo, porque o que é que vale ter falado tanto e de tantas coisas, se agora nem a palavra me diriges? preferia que tudo tivesse sido diferente, porque quando eu finalmente estava feliz por tua causa, deixaste-me, e agora não adianta de nada o que fizeste antes. não vale a pena fazer-te entender de que estás errado, porque comigo isso não adianta, tento que vejas a verdade e quem fica a sentir-se culpada sou eu. no entanto isso não volta a acontecer, a pessoa que pensava que eras mostrou-se totalmente diferente, e a importante presença que dizias existir de mim em ti desapareceu simplesmente. não, de ti já não quero nada, ontem queria, hoje não quero. e lembras-te disto: «à primeira todos caem, à segunda cai quem quer»? pois agora serve para mim... escolheste assim, assim o vais ter, e com isto não quero dizer que vais sofrer pelo que fizeste, porque pelos vistos nem te faço falta, mas por mim chega desta angústia e ansiedade que sinto à espera que te lembres daquela amiga que dizias gostar. e se um dia te perguntarem quem foi a pessoa a quem mais fizeste falta diz o meu nome sem medo, porque apesar de não ser “a mais” sou “a que sente”. e fica aqui o meu adeus, para sempre

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